Pular para o conteúdo principal

Receita do tesão

Receita do tesão

1 Boca
1 Buceta
1 Cu
2 Peitos

Todo o desejo do mundo

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Crônica suja

Ruas escuras, ruas imundas, lixo e luxúria Escrever algo bonito em meio a toda essa feiúra Um belo cenário para compor uma crônica Bancar o sentimental jamais, não é minha tônica A visão da miséria humana sempre proporciona grandes idéias para a literatura O que subverte e desmoraliza eleva o espírito criativo a grandes alturas É como o estrume que aduba e fortifica as mais belas rosas Nesse ambiente pesado poderia ficar na fossa Chamei o garçom e lhe pedi uma cerveja Um baixinho careca de grande presteza Ao meu lado um bêbado que poderia estar em um hospício Do outro lado da rua uma prostituta em seu antigo ofício Após uma cerveja e mais outra e outra mais Realmente já não me sentia capaz De minha crônica suja escrever Pois na sujeira eu vim a me meter

Motivação para um crime - parte I

João Bueno, 37 anos, natural de Lins, interior de São Paulo, mecânico de manutenção e torcedor do Santos. Marluce, 31 anos, esposa de João e sua fonte de angústia. Quando se casaram juraram promessas de amor eterno mas a eternidade não durou nem ao menos dois anos. João começou a desconfiar da fidelidade de sua mulher há alguns meses. Desconfiava mas não tinha certeza. Que isso fique claro. Se tivesse certeza mataria a safada na hora. Ah, se matava! Não era homem de engolir sapos... Com o casamento indo para o brejo, João se voltou totalmente para sua vida profissional como válvula de escape. O trabalho era sua vida e só lá se sentia realizado. De uns tempos pra cá, João se tornou grande amigo de Felipe, um novo funcionário de seu setor na metalúrgica. Andavam sempre juntos e, inclusive, João o levou para almoçar em sua casa diversas vezes. Felipe, gentil, elogiou a comida e a beleza da mulher do anfitrião. Marluce recebeu muito bem os elogios do amigo de seu marido. Um dia, em um dess...

Motivação para um crime - parte II

João não sabia o que fazer. Sua vontade era matar os dois no mesmo dia, mas não era idiota. Não jogaria sua vida fora por causa daquela cachorra. Não! Agora era hora de usar a cabeça. Armou um plano. Nada elaborado como nos filmes; pelo contrário, muito simples. Só faltava pô-lo em prática... Sábado, cinco horas da manhã. João, com o corpo todo dolorido pela noite mal dormida no sofá – há meses não compartilhava a cama com Marluce – se levanta e vai em direção ao quarto de sua mulher. Entra silenciosamente e sai, momentos depois, com o corpo inerte da mesma. O coloca no porta malas do carro e segue para o centro da cidade. Na sexta-feira, João havia combinado com Felipe uma pescaria num sítio afastado da cidade. Marcaram de se encontrar na praça da cidade às sete da manhã do sábado. Sem atraso, João encontrou seu colega, se cumprimentaram e rumaram para o sítio. Chegando ao local da pescaria, Felipe desceu e foi pegar as varas enquanto João sacava um revólver calibre 38. O jovem levou ...