Rebeca observava, temerosa, a entrada do bosque à sua frente. Seguindo pela mata adentro chegaria rapidamente à casa de sua avó. Rebeca vivia um dilema. Sabia que sua velha avó, enferma e acamada, necessitava de auxílio mas ao mesmo tempo sentia um medo indescritível do bosque. Queria ir embora daquele lugar. Voltar para sua casa e seus pais. Um lugar que, para ela, já era assustador durante o dia, assumira um caráter tenebroso ao cair da noite. Com muito medo, a balança pendeu para o retorno à segurança de seu lar. No entanto, durante a volta, um chamado de sua consciência a fez questionar sua atitude e, como um imperativo moral, ela mudou seu caminho rumo ao bosque. Quantas decisões tomamos em nossas vidas das quais posteriormente nos arrependemos? Mas Rebeca não se arrependeu. A última coisa que sentiu foi uma forte pancada nas costas e, logo depois, as mãos de alguém em sua garganta. Encontraram seu corpo cinco dias depois.